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Silêncio: a prática da autoconexão e da autoconsciência

As plataformas sociais, os aplicativos funcionais, as descobertas tecnológicas são capazes de desviar o foco em nós mesmos e nos levam a delegar à tecnologia toda a conexão com o mundo

Por Leila Navarro

Você já experimentou “escutar” o silêncio? Tem noção que num tempo de inovações, transformações tecnológicas, futurabilidade, impressões 3D e a iminência da Era Digital, é justamente o silêncio um recurso capaz de extrair de nós a sabedoria para fluir num mundo repleto de incertezas? Essas perguntas podem parecer absurdas num tempo em que as vozes ecoam de todos os lados, com volume cada vez mais estridente. Por outro lado, a sabedoria popular diz que o silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta. Tenho refletido e exercitado a autoconexão e a autoconsciência por meio do silêncio, antes de ouvir as vozes que me cercam. Não tenho resultados conclusivos, mas posso dizer que a experiência é bem interessante.

Estudos apontam que boa parte da humanidade sofre da Síndrome do Pensamento Acelerado pelo fato de manter a mente projetada na angústia do passado ou na ansiedade do futuro. A prática do silêncio promove a libertação do pensamento caótico, ansioso, inútil e infeliz. Quando a mente aprende a percorrer esse trajeto, consegue descansar ruídos, sentir paz e serenidade. Tenho comprovado que uma mente tranquila pode pensar melhor do que uma mente confusa. Todas as respostas podem estar no silêncio, dentro de nós! Percebo que antes de dar vazão ao barulho demasiado das exigências da inovação, da atualização constante, do desaprender para aprender a aprender, é necessário ouvir a voz interna. Assim, teremos condições de saber se pensamos ou somos pensados, se sonhamos ou somos sonhados, se os desejos que pairam em nosso coração são realmente nossos!

Um comerciante em Dubai, decidiu organizar o depósito de sua loja antes de um importante compromisso. Absorvido na organização, tirou do pulso um valioso relógio e colocou em algum lugar. Na hora de ir embora, não lembrava onde havia colocado o objeto. Revirou o local, pediu ajuda de algumas crianças, mas não conseguiram encontrar. Desolado ele já saia do local quando um garotinho pediu a chance de ficar sozinho para encontrar o relógio. O comerciante não tinha nada a perder e permitiu a nova tentativa. Depois de um tempo, o garoto saiu com o relógio nas mãos. Surpreso, o homem perguntou com ele havia conseguido encontrar. “Apenas fiquei em silêncio para escutar o tic-tac e fui até onde ele estava”, respondeu.

Recentemente encontrei um amigo que há anos não via. Fiquei surpresa com o seu semblante sereno, tranquilo, bem diferente do workaholic temperamental e, sem rodeios, perguntei sobre sua visível transformação. Fiquei intrigada com a resposta: “Leila, aderi a prática do silêncio e isso tem me ajudado a desenvolver a autoconsciência”. Uau!!!! Naquele instante busquei na minha memória se um dia na vida eu havia escutado algo parecido. Decidi entender e treinar essa alternativa tão singular. Não tem sido fácil, mas já descobri que deixar o meu celular no modo avião uma vez por semana não é o final do mundo e quando eu quero encontrar soluções, novas estratégias, fazer escolhas, silenciar e acalmar a mente, é justamente a prática do silêncio que tem em aproximado das decisões mais assertivas. Pense nisso e silencie o quanto puder.

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