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O sucesso é para todos!

Por Leila Navarro

As empresas modernas valorizam cada vez mais o espírito cooperativo, a flexibilidade, a percepção das necessidades dos outros, a capacidade de agregar pessoas e o uso da intuição. Essas características, segundo alguns especialistas em comportamento, são mais afloradas nas mulheres; são parte do “jeito feminino de ser”. Teoricamente, elas deveriam favorecer a ascensão feminina no trabalho, pois exercitamos mais naturalmente aquilo que a maioria dos homens está tendo que desenvolver para se adequar à nova realidade do mundo corporativo.

Apesar disso, o que se vê na prática é que ainda poucas de nós ocupam cargos de direção nas empresas e que nossos salários são menores que os dos homens, ainda que nossas qualificações e experiência sejam equiparáveis às deles. E por que isso acontece? Por favor, não vá me dizer que é tudo culpa do “preconceito machista”. Ainda que ele realmente (e infelizmente) exista, especialmente num país latino como o nosso, não pode ser apontado como o único responsável para o fato de termos menos sucesso que os homens no mundo dos negócios. A raiz do problema não está na sociedade, mas em nós mesmas.

São também típicos da mulher certos comportamentos que atrapalham muito sua ascensão na carreira, dando a impressão de que ela é boazinha demais – e garotas boazinhas, como diz o título original deste livro, não chegam lá.  Alguns deles têm a ver com a natureza feminina e sua função de nutrir e proteger a vida, outros são aprendidos socialmente – e entre estes há alguns que não mudam há séculos, apesar de a sociedade ter se transformado tão profundamente. Por causa dessa herança “cromossômica” e cultural, a mulher assume responsabilidades demais – e não só as suas, mas também as dos outros. Freqüentemente prioriza as necessidades alheias e depois pensa (quando pensa) nas suas. Fica cheia de dedos para falar ou fazer coisas que possam ferir os sentimentos dos outros. Tem dificuldade para assumir riscos. Tende a ser modesta demais, solícita demais, desprendida demais quando o assunto é ganhar dinheiro…

Bem, a autora deste livro relacionou nada menos do que 101 comportamentos que dificultam o acesso das mulheres aos postos de direção das empresas. O que me chama atenção no trabalho de Joel P. Frankel é o modo como ela faz as leitoras tomarem consciência tanto de suas atitudes como da cultura da empresa em que trabalham, de modo que aprendam a se adequar a qualquer tipo de ambiente. Outro ponto muito positivo da obra é que ela não impõe regras comportamentais, mas permite que as leitoras apliquem aquilo que tem a ver com sua personalidade

Independentemente de quantos aspectos você identificar e tiver de trabalhar, o importante é ter em mente que, na essência desse trabalho, está o reconhecimento do seu poder pessoal. Ser poderosa não significa que você tem de abrir mão das suas características femininas, mas saber quando e em que medida utilizá-las. Ser poderosa é compreender as regras do jogo corporativo e saber se posicionar, é criar condições para o próprio crescimento, é ser assertiva, é exercer uma liderança participativa porém segura, direcionada, motivadora e criadora de fortes vínculos entre as pessoas.

O velho “preconceito machista” não tem chances de sobreviver num mundo de mulheres que conhecem o seu valor e se empenham em conquistar seu merecido espaço. Mas nada muda se você não mudar. Experimente e descubra que o sucesso é para todos!

Leila Navarro é palestrante motivacional internacional especializada em comportamento e desenvolvimento humano, autora do livro Qual é o Seu Lugar no Mundo?, autora de 15 livros, coach e empresária.  Site oficial: www.leilanavarro.com.br 

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