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Malta: uma grande experiência de aprendizado


Poderosos e Poderosas!
Feliz 2014!
Este é o meu primeiro post em 2014 e tenho muitas novidades e expectativas para compartilhar com você este ano! Aliás, diga-se de passagem, um ano atípico! O Brasil sediará a Copa do Mundo, teremos campanha eleitoral, muitos feriados e especialistas andam dizendo que os 365 dias serão vividos como num período de um trimestre. Coisa louca essa! Por isso é tão importante vivermos cada dia intensamente e, sem sombras de dúvida, já estou fazendo isso. Este post é muito especial, pois escrevo diretamente de Malta, uma entre as seis micronações da Europa, um país desenvolvido no sul do continente europeu e consiste em um arquipélago centralmente situado no Mar Mediterrâneo.
Sempre tenho muitas inspirações e quando estou longe do dia a dia do Brasil, outros níveis de insights me levam a conexões interessantes. Parei para escrever este artigo para compartilhar com você algumas coisas importantes e a primeira delas trata da coerência, um atributo vital para nossa vida. Eu não poderia ser uma pessoa que falo tanto de capacitação se não investisse tempo, dedicação, vontade e coragem para me capacitar.
Talvez você se pergunte: Por que coragem? Então, vamos por parte. Primeiro quero falar sobre o que muita gente chama de sorte e eu e “meu amigo Milahy Csikszentmihalyi”, autor do livro “Flow” e parceiro do Martin Seligman na criação da Psicologia Positiva e em toda teoria científica da felicidade classificamos como fluir. Digo “meu amigo” porque existem autores que, mesmo sem saber, tornam-se nossos professores e inspiradores do nosso comportamento, percepção de vida e, daí, é natural a gente se sentir um com essas “pessoas especiais”, com suas filosofias, conhecimentos, experiências e por aí vai!
O engraçado é que se um dia encontramos pessoalmente com esses “seres iluminados” uma parte da idealização e da interpretação que criamos pode até decepcionar, mas não torna desmerecido o aprendizado. Como autora, palestrante, educadora eu me sinto responsável pelo que posso provocar nas pessoas e, por isso, faço valer a minha imagem: o que eu escrevo é o que faço. E, aí tem inicio a explicação do que é fluir.

Qual o nível de fluidez na sua vida hoje?

Fluir é como se fosse uma zona de sorte determinada por duas coordenadas: o desafio e a capacitação, que envolve habilidade e talento. Quanto maior a coordenada do desafio, maior a capacitação e a zona do fluir. Se você tem desafio, mas não tem capacitação, talento e habilidade, fica na zona da ansiedade, do medo e, dependendo do seu temperamento, pode até entrar na raiva. Agora existe outra vertente. Se você tem talento, capacitação, habilidade, mas não tem desafio, um sentido de vida, um “por quê?”, fica na zona da depressão, da inércia e da desmotivação. Isso faz sentido para você? Em muitas oportunidades já falamos neste blog sobre sentido de vida e agora chegou o momento de tratarmos sobre capacitação.

Ter disposição para investir na capacitação pessoal e profissional tornou-se algo importantíssimo. Particularmente uso tudo e todas as circunstâncias para me capacitar. Cada acontecimento, bom ou ruim, eu assumo como aprendizagem. Faço um diário onde registro o meu aprendizado. Não dá para dormir sem ter aprendido alguma coisa e agradecer pelo que aprendi faz parte da minha oração diária! E na vida, as lições fáceis ou difíceis, são espontâneas. Não precisamos ir atrás. Elas vêm naturalmente na quebra de um relacionamento, no nascimento de um filho, na conquista ou demissão de um emprego, no encontro com um amigo, na despedida de um ente querido, por meio de um intercâmbio cultural, numa viagem de trabalho, na espera de um transporte e por aí vai. Em todos os momentos, desde o mais corriqueiro ao mais complexo é possível aprender, mas isso tem uma condição: depende da abertura de cada um de nós.


Maturidade e felicidade

Alguns autores dizem que a idade conta a nosso favor em relação à felicidade. Aprendemos a enfrentar a vida ao longo dos anos e, com isso, temos probabilidades de sermos mais efetivos na solução de conflitos, na aceitação dos reveses da vida, na capacidade de sentir compaixão pelos demais, de encarar as críticas como oportunidades e menos raiva, de termos menos ambições angustiantes e desfrutar mais do que se tem. Quando envelhecemos somos mais centrados no presente e isso certamente gera felicidade.

Agora você lembra que eu falei que aprender na vida é espontâneo e natural? Mas, por outro, é muito valioso também o “aprender voluntário”. Vamos entender melhor o que é isso! O aprendizado voluntário acontece quando resolvemos aprender algo, sair da zona de conforto em busca de um conhecimento ou uma nova experiência e isso pode significar diversas possibilidades: fazer uma faculdade, um curso, estudar para um concurso, defender uma tese, aprender um esporte, desenvolver uma habilidade artística, participar de uma expedição, aprender um idioma.

Eu vivo me provocando! Constantemente me colocando em situações de aprendizagem e para isso é preciso ter coragem. E sabe por que digo isso? Porque sai do conforto e mordomia da minha casa, do clima quentinho do Brasil, da facilidade de entender o idioma e a cultura e vim para o inverno úmido de Malta, lugar onde 11 graus tem a sensação térmica de cinco. O lugar é maravilhoso no verão e, aos 60 anos, acabei descobrindo que odeio o inverno úmido.

Antes desse mergulho para novos conhecimentos, eu pouco sabia sobre as peculiaridades de Malta, mas ganhei uma bolsa de estudos na Clubclass Residential Language School para aprimoramento do meu inglês e decidi embarcar nessa aventura de vinte dias. A minha rotina mudou! Durante esse período permaneço instalada na residência da própria escola como estudante, cumpro seis horas diárias de aula e me relaciono com jovens do mundo inteiro, principalmente da Ásia e do Leste Europeu. Eu me dispus a aprender e viver novas experiências!

É interessante que nesta parte do mundo no “Jornal Nacional” de Malta são veiculadas muitas notícias da África e da Europa como se fossem países integrado e tivesse a mesma preocupação. Como se qualquer acontecimento com um pudesse afetar diretamente o outro. Como eles estão mais próximos e tem muitos países em conflito para as bandas de cá, essa realidade é mais fácil de ser percebida. Isso faz sentido para você?

Por aqui não se fala muito dos outros continentes: Américas, Oceania e Antártida, apenas as notícias inevitáveis que afetam diretamente o mundo aqui. Isso impressionada, pois na Ásia, África e Europa existem cerca de seis bilhões de habitantes de habitantes, enquanto nas Américas, Oceania e Antártida estão cerca de um bilhão de habitantes dos sete bilhões de habitantes no planeta. Quando vejo o mundo deste lado, o Brasil fica pequeno, mas quando observado internamente parece ser o centro do Universo.

Por que temos a mania de achar que o mundo gira ao nosso redor? Fora do Brasil constatamos que o mundo se movimenta independentemente do Brasil. Essa coisa de “marolinha” é como a mãe dizer para o filho para que fique tranquilo, que durma tranquilo e seguro, pois nada de ruim acontecerá. Cá para nós! Para uma criança tudo bem acreditar nisso, mas sabemos que estamos no mundo e os acontecimentos com o meu vizinho podem me afetar, mesmo que eu não queira saber ou ver. Pense nisso! Essa é uma questão séria!

Outra coisa importante é o interesse que pessoas de muitos países desta região (Ásia, África, Europa) em aprender inglês. Há vinte anos, o rei do Butão decretou que o inglês seria o idioma oficial no seu país, embora não tenha sido colonizado pelos ingleses. Essa foi uma decisão que partiu da visão global do Rei do Butão. Na China o investimento na da língua inglesa é intenso. No Japão, quando estive por lá, acompanhei aulas de inglês em programas veiculados em horário nobre na tevê. No Brasil, as poucas opções estão disponíveis às cinco horas da manhã.

Sair da zona de conforto é uma parte da coragem. A outra é se permitir mudar de lado, olhar e perceber as coisas por outras perspectivas. O aprendizado é imensurável quando na fase adulta (e na fase mais que adulta, como é o meu caso, hehe) decidimos voltar aos bancos de uma escola, como aluno, e aprender. Essa condição nos permite ampliar as conexões, as percepções, a capacidade de enxergar de uma forma diferente.

Pode ser que para muitas pessoas isso teria um lado obscuro, mas se colocar à margem do novo rejuvenesce. Manter-se aberto para aprender, ser corrigido e exercitar a humildade de dizer “não sei”, “não entendi”, “preciso de ajuda” é genial. Nessa experiência em Malta, aprender inglês é o troco que eu ganho porque meu aprendizado mesmo esta em reencontrar em mim aquela menina cheia de coragem para aprender e explorar todas as possibilidades do seu estado de “ser humano”. Pense nisso e busque explorar ao máximo as suas habilidades e competências em 2014.

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Comentários

2 comentários em “Malta: uma grande experiência de aprendizado

  1. Boa noite, Leila!
    Estou querendo viajar para Malta no início do ano que vem e estou pensando em estudar na ClubClass. gostaria de saber qual a sua opinião sobre a escola, comparando com as outras.
    Obrigado pela atenção. :)

    Atenciosamente,

    Renan de Jesus Salgado da Silva
    renanjss90@gmail.com

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