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Perguntar é bom pra que, pra quem e quando?

Atualmente, encontramos um número crescente de profissionais que procuram o trabalho de um coach para impulsionar sua carreira. É ótimo que isso aconteça, pois mostra que as pessoas estão investindo seriamente no autoconhecimento, autodesenvolvimento e na conquista de objetivos. Acho até que deveríamos fazer coaching pelo resto da vida! hehehe

Autoconhecimento e autodesenvolvimento não têm fim, pois sempre haverá novas facetas para conhecermos em nós mesmos e competências para desenvolver. Mas eu não estou sugerindo aqui que você faça um contrato vitalício com um coach. Isso nem é necessário, penso eu!
A minha ideia é que você use uma das ferramentas desse trabalho – as perguntas – para continuar se desenvolvendo. As perguntas são essenciais para o nosso equilíbrio nessa vida louca que levamos hoje em dia. Se deixarmos, a correria cotidiana nos coloca no piloto automático e começamos a fazer coisas sem nem saber por quê. Daí a importância de nos questionar constantemente – questionar para onde vamos, o que queremos, o que estamos fazendo conosco. O objetivo de fazer perguntas não é propriamente obter respostas e, sim, voltar a atenção para nós mesmos.
Recentemente eu recebi de Humberto Rodrigues, via Linked in, a seguinte mensagem:

“… no seu Blog, falando de autocoaching e autodesenvolvimento, você lançou uma de várias perguntas do seu caderno de perguntas: O que você faria se soubesse que não iria fracassar? Eu achei excelente e estou respondendo, para mim mesmo, várias vezes sobre esta pergunta. Tem mais? Estou precisando de mais perguntas para “migo” mesmo!”

Essa mensagem me abriu um leque de possibilidades para tratar em um novo post. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida é perguntar – para os outros e para eu mesma! Você já parou para pensar quantas possibilidades podem gerar uma única pergunta? Também já observou que a mesma pergunta, feita para a mesma pessoa, pode ter respostas diferentes em momentos e circunstâncias distintas?

Em 2004, eu lancei o livro “Qual é o seu lugar no mundo?” e o próprio título já aponta uma boa história: a sua história. Antes mesmo de iniciar a leitura do conteúdo deste livro, o leitor pode ter um verdadeiro best-seller da sua própria vida se parar para refletir nesta questão. A resposta a essa pergunta não é rápida nem fácil. Num mundo cada vez mais complexo e acelerado, tendo de lidar com o excesso de pressão e o estresse do cotidiano, as pessoas acabam fazendo escolhas que as levam a trilhar caminhos opostos aos seus desejos.
Quando uma pessoa anseia por crescimento em sua vida, as perguntas são muito mais enriquecedoras que um monte de afirmações. Sabe por quê? Simplesmente porque a resposta a cada questionamento deve partir do seu próprio eu, das suas experiências, das suas vivências. Ter orientações, analisar contexto e afirmações de pessoas experientes é importante, mas não mais que as respostas que você mesmo dá aos questionamentos que surgem. Quando entendemos o valor das perguntas e permitimos ser confrontados por elas, isso gera em nosso interior uma verdadeira ebulição e nos faz evoluir. Quer entender como? Faça uma análise na sua vida a partir das dez perguntas que eu destaco a seguir:

1. Quais as coisas inacabadas de sua vida para as quais você sempre encontra uma desculpa por não assumir a responsabilidade?
2. Que pensamentos positivos lhe ocorrem com frequência e o fortalecem para vencer na vida?
3. Que pensamentos negativos lhe ocorrem com frequência e o impedem de seguir em frente?
4. O que precisa acontecer hoje para que você diga que o tempo foi utilizado de maneira útil?
5. Uma saída pode ser uma entrada. Qual seria essa oportunidade atualmente em sua vida?
6. Quais os talentos naturais que as pessoas reconhecem em você?
7. Quais julgamentos você faz e limitam sua vida?
8. Quais desafios você pode transformar hoje em uma realidade positiva em sua vida?
9. Quem ou o que esta no controle de sua vida?
10. Quais das suas atividades diárias trazem grandes resultados para sua vida?

Antes de continuar leitura, pense sobre essas questões. Se preferir registre suas respostas! Mas, acima de qualquer coisa, cultive o hábito de questionar-se em todos os momentos da vida, todos os dias! Isso o levará a refletir sobre os rumos que tem seguido até agora, o que está dando certo, o que não está dando e o que pode ser mudado. As perguntas podem trazer grandes insights para sua vida profissional.
Particularmente eu tenho uma pergunta que gosto de me fazer com frequência: Se hoje fosse o último dia da minha vida, na hora da morte a mão de quem gostaria de estar segurando?
Hoje eu tenho uma resposta, mas ela pode mudar daqui a alguns anos. E você? Qual é a sua resposta para esta pergunta neste momento?

Vamos discutir sobre este assunto?
Deixe aqui o seu comentário, observação, crítica e, se for o caso, até mesmo a sua resposta.
Já estou ansiosa para saber a sua opinião.
Até mais!

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Comentários

5 comentários em “Perguntar é bom pra que, pra quem e quando?

  1. Leila, eu gostaria de estar segurando a mão de um grande parceiro da vida! Mas fiquei extremamente invocado ao não conseguir responder a seguinte pergunta “Que pensamentos positivos lhe ocorrem com frequência e o fortalecem para vencer na vida?” e ter encontrado elementos tão simples como atividade física, conversa com os amigos, limpar a casa e leitura de livros, na pergunta “Quais das suas atividades diárias trazem grandes resultados para sua vida?” sou um questionador por natureza, me pergunto cada passo do meu dia, talvez eu esteja questionando coisas incertas! E minha pergunta de todos os dias é “Oque estou fazendo da minha vida?” tem algo errado nessa pergunta, não estou alcançando meus objetivos! Se puder comentar! Grande abraço! João

  2. Poderoso João, sua colocação me inspirou a fazer um novo post para o blog!! “Mais importante que as respostas, são as perguntas que nos permitimos fazer”!! Superbeijo. Leila

  3. Poderosa Leila…
    Encontro-me nesta fase de O que posso realizar? E o que me prende para que isso não aconteça?
    Exemplo: tenho habilitação e não dirijo por medo de algo que não aconteceu… mas pode acontecer…Loucura da minha mente, mas que prende para que não aconteça.
    Gosto muito de seus posts, eles são muito importantes e edificantes…
    Bjsssss
    Jack

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