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Leila responde sobre descoberta e retenção de talentos

Leila,
Hoje eu trabalho em dois segmentos totalmente diferente, claro que um me dá meu sustento e faço o que gosto, o outro é hobby, mas é algo que gosto porque tem a ver comigo e me abre portas indiretamente. Preciso de alguém que encare minha luta como eu, sei que não tem, mas está muito difícil ter alguém que seja um assistente que não seja apenas um relógio cuco. Que invista no trabalho, que encare desafios, faça acontecer… Por que hoje não existem mais pessoas que saibam dar valor as oportunidades? Se existe onde estão? O que eu estou fazendo de errado na hora de contratar?

Poderosa, a sua pergunta é genial e certamente aponta a dúvida e o impasse que muitos gestores e empresários têm enfrentado: a descoberta e a retenção de talentos. Então, vamos lá. A primeira coisa a se destacar (embora pareça redundante) é que, para ser líder, o executivo, o gerente ou o chefe invariavelmente está à frente de pessoas. Ninguém pode se dizer líder sem corresponder a essa condição. E quando falamos em gente estamos tratando de capital humano e apontamos para a capacidade de desenvolver relacionamentos, de inspirar e, sem receios de afirmar, até amar as pessoas porque só assim conseguimos mantê-las motivadas e comprometidas. Parece algo subjetivo? Você verá que não é.

Os profissionais mais desejados são aqueles que reconhecem e assumem suas habilidades e talentos – quesitos que se tornaram imprescindíveis. O reconhecimento deles é o que inspira o exercício da profissão/atividade de maneira diferenciada e com sucesso. Nessas condições, o profissional é capaz de se comprometer verdadeiramente com os projetos e resultados da empresa, mas só o fazem desde que se sintam em um ambiente que realmente valorize seus talentos, que possam ser eles mesmos e sintam-se respeitados – ou seja, um ambiente que inspire confiança.

Na verdade, o que está faltando para muitos líderes é o discernimento das necessidades de seus subordinados. Ressalto aqui a importância do líder investir na sua formação como coach. O processo de coaching é uma forte tendência no mercado e os coaches são especialistas no comportamento humano, o que os torna capazes de identificar os pontos a serem desenvolvidos, para que o indivíduo alcance seus objetivos. Nessa condição, o líder-coach tem condições de envolver e estabelecer desafios apropriados para cada perfil. No âmbito geral, percebo que os profissionais comprometidos são aqueles que têm as necessidades abaixo supridas:

Respeito: ser respeitada como pessoa, sentir que o outro tem consciência dela como indivíduo.
Valorização: ser valorizada pelo que ela é e pelo que faz.
Reconhecimento: saber que o seu empenho faz diferença, tem necessidade de sentir-se parte.
Desafio: tem orientação claras quanto aos desafios da função, do cargo, da equipe e dos resultados esperados.
Envolvimento: sente-se envolvida em um projeto que tem a ver com seu sentido de vida.
Confiança: sente-se em um ambiente de confiança porque as pessoas se comprometem com quem ela confia.

Observando atentamente essas condições, você terá condições de encontrar a pessoa certa para as suas demandas e, o que é ainda mais importante, que esteja comprometida com seus objetivos. Quando a pessoa se sente respeitada e o seu trabalho é valorizado, ela fica mais atenta às oportunidades, investe o seu potencial para a concretização de objetivos comuns, encara desafios e faz as coisas acontecerem.

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Comentários

Um comentário em “Leila responde sobre descoberta e retenção de talentos

  1. Estivesse em sua palestra show na semana da educação em são joão da boa vista dia 26/07/2012 voce é dez mara mesmo amei a semana da educação com voce foi dez

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