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Sempre aberto e sempre alerta

Sou apaixonada por muitas coisas na vida e uma delas é cinema. Com isso aprendi a me entregar a um bom filme, ainda mais quando sua proposta é mexer com nosso subconsciente e, muitas vezes, ir ainda mais fundo: mexer com nosso inconsciente. Foi para mim o caso do filme “A Origem” – que adorei e já comentei aqui neste blog – e como é agora o caso do filme “Cisne Negro”.

Para mim este tipo de filme é um mergulho, uma viagem profunda ao encontro com nossos fantasmas internos, nossos medos, nossos sonhos e desejos, nosso lado luz e nosso lado sombra.

Reconheço um bom filme quando nas semanas seguintes me provoca sonhos reveladores que me ajudam na busca do autoconhecimento e no meu processo de desenvolvimento como um ser humano integral. Foi o caso também do filme “Avatar”, que durante três semanas após assisti-lo, ainda sentia sua provocação e me perguntava quantos “Avatares” posso ter numa única vida? Será que a nossa vida na Terra é um “Avatar”? rs…

Adoro as inquietações que um bom livro, um bom filme, um bom papo podem me trazer. Me provoca sair da caixa, pois tendemos a nos limitar, a nos encerrarmos em nossos próprios paradigmas, conceitos, preconceitos, e cultura.

Você concorda comigo? Você também sente esta tendência de limitar-se?

Por isso temos que nos disciplinar a praticar o exercício do sempre: sempre aberto e sempre alerta.

Para mim “Cisne Negro” é um filme que provoca sonhos e grandes papos. Nos faz refletir sobre nosso perfeccionismo, nossas inseguranças, nossa auto exigência, nossa solidão, nossa capacidade de superação, nossa ambição, nossa vaidade, nossa ambiguidade, nosso lado sobre sombra e nosso lado luz, enfim ele vai muito fundo, tem muitas matizes, mas para mim a grande mensagem deste filme que me tocou profundamente foi: De fato nós somos poderosos! Somos capazes de construir uma realidade terrível, somos capazes de fazer de nossas vidas um verdadeiro filme de terror.

Nós mesmos somos nosso algoz, nós mesmos somos nosso maior inimigo, portanto podemos também ser nosso maior amigo, é uma questão de escolha.
Temos um cisne branco e um cisne negro dentro de nós e precisamos aprender a conviver com ambos, sem medo, sem ameaças, sem perseguição e sem prevalência porque, se castrarmos um ou se matarmos outro, estamos matando os dois. E no final concluimos que “A única pessoa que está no nosso caminho somos nós mesmos, para o bem e para o mal”. e que “o melhor caminho é o caminho do meio, o caminho da moderação”.

Ótimo filme, vale super a pena assisti-lo e torcer por ele no Oscar.

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Comentários

8 comentários em “Sempre aberto e sempre alerta

  1. Leila,
    Este já é o segundo filme pelo qual me interesso depois de ler seu comentário – o primeiro foi “José e Pilar”, sobre a vida de Saramago. Muito bom seu comentário, nos faz perceber a mensagem por tras da “diversão” de assistir o filme.
    Abraço

    war games, youtube

  2. Quanto ousadia em uma só pessoa!Leila é incrível como você consegue tornar “natural” ideias que muitos teriam vergonha de colocar em pratica. Eu poderia falar direto sobre o seu texto e a forma como você instiga a curiosidade de um ser humano. Vou me programar já para assistir ao filme… Mas, não posso deixar de comentar sua imagem “em cartaz”… Você realmente é protagonista da sua história. Obrigada pela indicação e parabéns pela iniciativa…Abraços. Van’s!

  3. A vida esta ai para ser vivida , cada um faz a sua historia , podemos fazer ela maravilhosa , como podemos fazer dela um filme triste .

  4. Querida Leila

    Sei de sua paixão pelo cinema e achei fantástica sua análise sobre o “Cisne Negro”.
    Espero que em breve vc. comente o “Discurso do Rei”, que
    me fêz lembrar muito de suas palestras e livro sobre a CONFIANÇA…

    Abraços
    Marcia Kitz

  5. Poderosaaaa! Vindo de vc o comentário, não tem como não assistir o filme!To bastante curisosa,rsrs. Bom, mas… vc tem razão qdo diz que muitas das vezes somos inimigos de nós mesmo. E o pior de tudo é que fazemos de vitima tentando nos enganar com as próprias armadilhas que criamos. E quando estamos nesse ponto ‘infelizmente’ perdemos a noção do equilibrio da situação, nos tornando de verdade inimigo de nós mesmo. Mas…se encontrarmos a tal moderação, podemos evitar certos conflitos com nós mesmo!

    Querida aquele abraço!

  6. Olá Leila!!

    Fiquei super curiosa para assistir o filme “Cisne Negro”, sou muito sua fã, e tenho aprendido muito com vc, com seus comentario fantastico, com suas mensagens.
    Um abraco!!

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