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Uma viagem sabática

Já estive três vezes na Índia. Vim em 2005 para reencontrar com o meu feminino – escrevi sobre isso no meu livro “Grandes egos não cabem no avião” – e realmente, para mim, é o país mais feminino que conheço. Não é preciso fazer nada, só estar aqui desabrocha e desperta nosso feminino novamente. Aqui tudo é cor, som, musica, dança, leveza, aroma, flor, paciência, quietude, submissão, aceitação, adoração, contemplação, espiritualidade e, ao mesmo tempo, é um verdadeiro caos!

Você pode ir de um silencio divino a um ruído incessante, afinal são 1 bilhão e 200 milhões de pessoas em um país 3 vezes menor que o Brasil. Mas me parece um imenso coração de mãe, onde a violência não tem lugar e tudo se acomoda e se ajeita. Aonde vacas, porcos, camelos, cavalos, elefantes, macacos convivem com homens, motos, carros, bicicletas, etc…

Em 2006 voltei pela à Índia e, desta vez, a minha busca era mais profissional. Tinha interesse em conhecer de perto o “Clube do Riso” em Mumbai (já que trabalhava com terapia do riso em minhas palestras) e conhecer também os trabalhos que desenvolveram Madre Tereza de Calcutá e Vicente Ferrer na Índia, pois aprofundava meus estudos e pesquisa em inclusão, responsabilidade social e sustentabilidade.

E o tiro saiu pela culatra, hehehe… Quando estive no “Clube do Riso”, (que são sessões de exercícios de riso que se fazem ao ar livre em parques públicos, como se faz o Tai Chi Chuan na China e no Parque do Ibirapuera em São Paulo), cheguei antes da hora, a sessão começava às 7 horas e eu cheguei as 6 da manhã.

O dia ainda não tinha clareado e eu fui confirmar com um senhor que chegava ao parque todo ‘indiamente’ vestido (a maioria dos homens na Índia se vestem de modo ocidental), e ele me explicou que era ali, que demorava ainda uma hora para as pessoas chegarem e que, se eu quisesse, poderia acompanhá-lo em uma meditação enquanto esperava, e eu aceitei…

Então ele me perguntou por que eu vim de tão longe para conhecer e aprender com o “Clube do Riso”? E eu expliquei o que fazia e por que fazia e ele então me disse:- Eu também já estive no “Clube do Riso” e descobri que para rir por fora tem que primeiro estar rindo por dentro e para rir por dentro só há um caminho: a paz interior. E só se chega a ela pela meditação.

Uau!!!! Depois disso me parecia não ter mais sentido ir ao clube, pois havia encontrado muito mais do que vim buscar. Se estava buscando respostas voltei cheia de perguntas, é isso que a Índia provoca.

Para você que é curioso, fui ao clube também, é claro, já estava ali, precisava ver e sentir como era. Quanto ao caso da Madre Tereza e do Vicente Ferrer conto em meu ultimo livro: “Talento a prova de crise”.

Agora, exatamente agora, neste mês de janeiro de 2011 estou em minha terceira viagem a Índia, mas também vou ao Nepal e Butão. Agora a minha busca é: a paz interior, a verdadeira felicidade e tudo que pode vir daí…

O coração desta viagem é a visita ao Butão, que devo chegar em breve.

O Butão é um país de pouco mais de 700 mil habitantes e seu rei decidiu priorizar a felicidade de seu povo e criou o FIB (Felicidade Interna Bruta) como substituto do que para nos é o PIB (Produto Interno Bruto).

Neste post quero contar-lhes algumas experiências que tive aqui na Índia nestes primeiros dias de janeiro.

Visitei um Templo Sij, em Pushkar, uma cidade que tem 14000 habitantes e 400 templos, mas o que é isso para um país que tem 330 milhões de Deuses? Para entrar no Templo Sij tem que, além de tirar os sapatos, cobrir a cabeça. 

Essa cidade seria como Aparecida do Norte aonde esta a Basílica da Padroeira do Brasil, já dei palestra lá e tive a oportunidade de conhecer uma cidade totalmente voltada às funções e necessidades dos peregrinos, turistas e crentes que vão visitar Nossa Senhora Aparecida.

Pushkar é assim também, pois é o único lugar do mundo que tem um templo do Deus Bhrama, que seria para os hinduístas o “Criador do Universo”. Então, todas os hinduístas tem que uma vez na vida vir nesta cidade, pois é um ponto sagrado que todo hinduísta tem que visitar.

A Índia é o país do mundo com mais templos por metro quadrado e falo isso sem medo de errar, pois aqui, cada família hinduísta tem seu templo, cada comercio hinduísta tem seu templo e assim por diante, escolas, hospitais, etc… (80 % dos indianos são hinduístas, 10 % muçulmanos, 4% de sijs, 2% de budistas, 2% de cristãos e 2% ainda outras religiões, vamos pensar que 10 % nós estamos falando de um número considerável, são 120 milhões de pessoas, aqui tudo é muito exagerado, hehehe…).

Fui então para Rishikesh, onde os Beatles também estiveram buscando seu guru e aprendendo a meditação.

Rishikesh é a Meca dos Gurus, também é considerada uma cidade sagrada, esta ao pé do Hilamalaya e a margem do Rio Ganges aonde tem vários templos e são feitas varias oferendas e rituais sagrados diariamente, verdadeiras festas.

Estou agora indo para o Butão: o coração desta viagem. Estou com muitas expectativas, pois todas as pessoas que encontrei durante a viagem que já estiveram lá dizem que é o lugar mais especial da Terra , um verdadeiro Shangrila.

No Butão as pessoas quando se encontram se saúdam dizendo: Tashi Delek, que quer dizer “Que prevaleça o melhor do melhor”.

Então Tashi Delek para todos.

Leila

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Comentários

13 comentários em “Uma viagem sabática

  1. Leila, boa tarde

    Vc e uma pessoa especial, sensacional, de outro planeta..tem um astral pra la de alto…

    Gostaria de trocar algumas ideias com vc no msn, ja atuei como Gestor de Pessoas, e sempre adotei o modelo de trabalho identico ao que vc prega…

    Meu msn e waf1_55@hotmail.com se puder passar o seu depois agradeço

    Quem 2011 seja repleto de luz, sucesso, paz e muita saude

  2. Querida Leila, nunca havia visitado seu blog, entrei hj e me apaixonei. Sua narrativa é vibrante e dá vontade de ler mais e mais. Um beijão, fique com Deus e continue essa linda viagem espiritual e volte mais “poderosa” do que nunca.

  3. Querida! Passei por aqui, li, gostei e aguardo notícias! Tb tenho planos de visitar a Índia e o Butao. Preciso convencer Eugenio a ir comigo….Tashi Delek

  4. Excelente essa viagem que vc está fazendo , Leila.
    Deve ser realmente uma renovação espiritual total.
    Tenho certeza q vc voltará mais inspirada ainda.

    new music

  5. Olá, Leila!

    Amei visitar o seu blog e conhecer a sua experiência na Índia. Que bom partilhar momentos de prazer, alegria e buscas com outras pessoas. Legal a partilha das descobertas: ¨Fui em busca de respostas, voltei cheia de perguntas¨. Amei seu relato.

  6. Querida Leila

    Delicioso logo cedo, ao abrir o computador, deparar-me com o seu sorriso e ler essa descrição fascinante do que seus olhos registram e seu coração sente…. Registre tudo para contar para nós, quando voltar.
    Um abraço e boa viagem!
    Tashi Delek!!!!

    Marcia Kitz

  7. Olá Leila. Assisti uma palestra sua em Londrina-Pr e fiquei sua fã. Lindas palavras sobre a India. Envia pra gente seu endereço para te remertermos nosso livro (Amputados Vencedores – porque a vida continua, autor Flávio Peralta que amputou os dois braços).
    Entra no site para ver minha entrevista e me conhecer um pouco mais. Um abraço, Jane

  8. Ola, Leila!
    Te conheço ha muitos anos e posso dizer que a cada dia que passa vc. cresce, e muito.
    Escreva muito sobre essa viagem pois ela está em minha lista de sonhos dificeis de realizar. Mas não impossiveis! rsrsrs
    Quando leio o que escreve me transporto………..Lindo e muito especial!
    Bjs. Boa vigem. Aproveite o máximo. Aproveitaremos juntas!
    Marisa.

  9. Leila: É e sempre será um ícone. É talentosa, poderosa, corajosa, maravilhosa. Serás sempre um modelo a todos nós. Que Deus a abençôe sempre ! ! !
    Irene

  10. Leila, minha querida você é uma benção, talentosa, criativa, você é a pessoa que o Brasil tá de parabéns por existe pessoa assim como você.

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