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Quanto ao caso Belo Monte

A realidade copia a ficção ou a ficção copia a realidade? Não importa, o que sei é que vejo uma grande semelhança no filme Avatar e no caso Belo Monte. Adorei o filme Avatar, assisti 3 vezes e recomendo se ainda não assistiu. E não estou falando dos efeitos especiais em 3D, estou falando da mensagem que não é nova, mas que é muito atual e necessária porque parece que ainda não aprendemos. Não aprendemos que o planeta é vital e que somos parte integrante dele: dependemos dele assim como ele depende de nós, ou seja, se o planeta é destruído, destruídos seremos nós também, por isso precisamos (re)aprender a viver em harmonia com tudo o que está em nossa volta. Precisamos estar conscientes das consequências de nossos atos sobre a natureza e conscientes do que a natureza representa para a gente.
Tenho um amigo muito especial, Marcelo Salazar, que faz um trabalho junto a varias tribos do Xingu e ele esta bem a par do outro lado dos acontecimentos da Hidroelétrica de Belo Monte. Ele me enviou uma carta que foi escrita por várias tribos indígenas do Alto Xingu e quero compartilhar com vocês porque, quando li, me dei conta desta semelhança cruel entre o filme Avatar e a nossa realidade em Belo Monte, de Pandora e Xingu.
Não precisamos entrar em pé de guerra, nem pintar a cara, nem virar onça para defender a mata, mas precisamos tomar consciência do que está acontecendo e ter uma posição a respeito.
Somos tão bombardeados por notícias todos os dias de violência contra as pessoas, contra a natureza, que parece que estamos anestesiados e que tudo vai passar e não temos nada o que fazer. Nem nos damos tempo para perguntarmos: mas o que penso a respeito disso? O que posso fazer para mudar isso? Que consequências vamos ter todos nós com isso? Precisa de tanta pressa? Será que não se poderia tomar a decisão com mais cautela e repensando mais todos os fatores envolvidos, respeitando com inteligência e consenso a diversidade da situação? Ou será que tudo tem que ser assim?…
Posso até não tomar atitude nenhuma que faça efetiva diferença no contexto de hoje, mas não posso ficar como se nada tivesse acontecendo, como se não considerasse que essa atitude pode prejudicar o planeta.
Peço que leiam a carta e reflitam sobre o assunto. Será que estamos repetindo o filme Avatar? Como conseguiremos nosso equilíbrio com a natureza? Temos que buscar uma unidade a favor da conservação de todos nós e do que é nosso.
Estamos em um momento em que é preciso (re)construir juntos nossa cultura. Temos que nos posicionar e pensar em desacelerar a destruição do nosso planeta. De que lado você está?

Carta Mrotijam Belo Monte

Você conhece o caso de Belo Monte? Clique aqui para obter informações. Procure outras fontes, se informe e posicione-se.

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Comentários

3 comentários em “Quanto ao caso Belo Monte

  1. A realidade é nua e crua! Quais são realmente os valores dos seres humanos? O que realmente é relevante para nossa existência? Parece-me que cada vez mais nós nos distanciamos da nossa real essência. O bom senso deu lugar à ganância e o altruísmo deu lugar à arrogância. Assuntos que nos dizem diretamente respeito, que influenciam vilmente em nossas vidas, no mínimo teriam que nos consultar. Discutirmos o assunto até a sua exaustão. Buscarmos soluções mais dignas e menos imediatas para os nossos problemas. Querem medir forças com a natureza? As catástrofes estão por toda extensão do planeta e não poupam ninguém: a exemplo das lideranças mundiais, que ameaçam o planeta com suas resoluções imediatistas e errôneas.
    Beijos mil beijos…

  2. Eu assisti avatar fiquei emocionada eu queria que aquilo tudo estivesse na Amazónia defendendo os índio s as planta arvóres casa sena me transportava a Amazónia.parabéns Leila!! pelo blog estou adorando..

  3. Em primeiro lugar, Leila, parabéns pelo seu blog! Muito interessante, pertinente à época em que vivemos e, coisa fundamental, alegre e otimista.

    Quanto à carta dos índios, nada mais poderia ser dito de forma tão simples e correta. Ah, a sabedoria dos simples!

    Obrigada pelo blog e pela experiência de poder compartilhá-lo.

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