Skip to main content








friends-1015314_960_720

A CONFIANÇA contra a CRISE

Por Leila Navarro

A pior crise que pode se instalar em uma empresa não é a externa. É a falta de confiança dentro das organizações que gera uma crise crônica, difícil de ser dissipada. Mais que um sentimento ou indicador, a confiança será cada vez mais um pilar essencial para a sustentabilidade individual, das relações e dos resultados empresariais

Confiar e inspirar confiança constituem-se a única possibilidade de sobreviver nesse “mundo de gente infiel e não-ética”. Em momentos de crise externa a maior força, o maior diferencial é a confiança. Portanto este velho ditado de que a união faz a força é verdadeiro e só existe união onde existe confiança. Você sabia que nas penitenciárias os carcereiros provocam a desconfiança entre os detentos porque se eles confiarem um nos outros, não há muros, nem forças policiais que os detenham?

Em minhas palestras, quando contextualizo a confiança nos negócios, confiança no produto, confiança no líder, confiança nas pessoas, digo que se tiver que perder algumas destas “confianças” que seja nos negócios, porque daí inovamos. Em seguida que seja no produto porque aí mudamos. Se perdemos a confiança no líder é trágico, mas podemos substituí-lo, mas se as pessoas perdem a confiança nas pessoas e forem cada um por si, daí não temos mais nada, nem empresa. O pensador de ciências políticas econômicas Francis Fukuyama, afirmou que a confiança é um componente do capital social que chega a ser mais importante que o capital financeiro da empresa.

A confiança se constrói e se inspira. Mas como fazer isso acontecer? A confiança tem duas importantes equações.  Na primeira C X C = C, onde Confiança por Controle = Constante. Isso significa que quanto mais confiança menos controle e quanto mais controle menos confiança. Por aí já se pode ter um panorama de como caminham os relacionamentos em uma equipe, em uma organização e até no país. No Brasil, o cenário é de total desconfiança em quase todos os setores. Somos rigorosamente controlados e burocratizados. Em uma ocasião precisei abrir uma conta em um banco na Espanha e quando disse o que gostaria a atendente apenas me pediu o passaporte e o dinheiro que queria depositar. Em cinco minutos eu tive o meu caso resolvido. Fiquei espantada, admirada mesmo. Quando perguntei à atendente se era apenas aquilo, ela simplesmente respondeu: “sim, só isso”. Eu não tive que provar nada, eu mesma era a prova. Como eu me senti respeitada!

A outra equação da confiança é C= A + 7 Cs e compreende a confiança em vários níveis organizacionais e de mão-dupla, onde se lê: C, de confiança é igual a A, de autoconfiança, o que abrange autoconceito, autoestima, autocrítica, autoeficiência, autodisciplina. Os 7Cs implicam competência profissional somado a seis comportamentos que são consciência, clareza, cumprimento, coerência, consistência, coragem. Essa equação nas empresas e nos relacionamentos corporativos faz total diferença. É preciso apenas aprender a equacioná-la.

Quanto mais desenvolvido é um país, mais confiança existe entre as pessoas, entre os líderes, entre as organizações. Quanto mais poderosa é uma empresa, mais alto deve ser o seu nível de confiança e isso tem início nas pessoas, nos líderes, no produto e no negócio. Isso faz com que aumente o grau de comprometimento das pessoas e o grau de confiança do mercado. É preciso atrever-se a nadar contra a corrente, embora não se possa ter a ilusão de que fazer isso será fácil. Os resultados para os que ousarem, no entanto, são altamente compensadores.

Confúcio dizia que para governar um país são necessários armas, comida e confiança. Se tiver que abdicar de algum desses elementos que seja primeiro as armas, segundo a comida e, por último, a confiança. Nesses tempos de incertezas, mudanças e intensa luta pela sobrevivência, as pessoas se sentem inseguras e adotam um comportamento defensivo. Apegam-se ao conhecido e ao rotineiro. Fecham-se em si mesmas e relutam em compartilhar conhecimentos e competências com os demais, que são adversários em potencial no ambiente altamente competitivo das organizações. Têm medo de experimentar e errar, pois não confiam nas possíveis reações dos outros – nem em sua própria capacidade de tomar as melhores decisões.

Diante desse cenário o que fazer? Como implantar a confiança em uma organização e manter as equipes alinhadas com os objetivos e resultados empresariais? Neste contexto, o meu trabalho tem sido conduzir equipes de pequenas, médias e grandes empresas a desenvolverem a confiança a partir das equações C=A+7Cs e C x C = C. O resultado tem feito dissipar os ventos da crise e levado muitas empresas à abertura de novos rumos.

www.leilanavarro.com.brhttp://www.leilanavarro.com.br | atendimento@leilanavarro.com.br

 

 

Comente também via Facebook!

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Spam protection by WP Captcha-Free