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rotina

Os prós e contras da rotina nossa de cada dia!

Por Leila Navarro

Se por um lado a rotina é necessária para conquistar objetivos, ela não permite uma parada para entrar em estado de presença, rever atitudes, comportamentos e hábitos arraigados tanto na vida pessoa quanto profissional. O ideal é que quebrar rotinas também faça parte da rotina.

No início de 2018 vivencieis uma experiência incrível em um “período sabático”, termo que vem do vocabulário hebraico e significa repouso. Trocando em miúdos, no conceito e prática atuais isso significa reservar um tempo para se aprofundar em estudos de interesse pessoal, um investimento fantástico. Há alguns anos minha prioridade tem sido investir em viagens para vivenciar novas culturas, comportamentos e perceber peculiaridades que de outra forma o conhecimento não seria tão profundo. Desta vez fui para a Irlanda, e durante todo o mês de janeiro fiquei em Dublin, uma cidade muito menor que a agitada São Paulo, onde o vento e a chuva permanecem quase o ano inteiro. Embarquei nessa viagem para sair da minha zona de conforto, viver um novo estilo de vida e me redescobrir. Ficar um período longe do círculo habitual de convivência, da cultura e dos modelos sociais familiares é uma experiência enriquecedora, com a quebra total da rotina. E aí está um tema interessante para refletirmos: a quantas andam a sua rotina?

Diz o poeta que “à rotina não pertence porque nela não encontra senso”. Por outro lado, os neurocientistas afirmam que a rotina é a base necessária para otimizar tarefas. Na prática eu descobri que é na quebra da rotina que surge a oportunidade de nos conhecer melhor e descobrir novas possibilidades. Temos aqui três perspectivas diferentes, mas o que se deve realmente considerar da rotina? Ela é um bicho de sete cabeças ou algo bom, desde que haja flexibilidade importante para o desenvolvimento de uma carreira, de projetos, de um propósito de vida? Refletindo sobre isso e ainda deslumbrada com as descobertas na Irlanda, me veio à memória um aprendizado importante em determinada época da minha vida.

Com 14 anos de casada, três filhos pequenos e um relacionamento aparentemente nos eixos, eu fazia o papel da supermulher.  Apoiava o meu marido a projetar sua carreira, cuidava do casamento, dos filhos, do lar e da própria vida profissional em plena ascensão. Além disso, administrava e trabalhava numa clínica de reabilitação e cuidava de uma propriedade com criação de vaca, pato, galinha … e dava conta de tudo! Para manter a ordem, criei rotinas e estava tudo bem até que (na vida existem muitos “até que”) meu marido pediu o divórcio e tudo que estava “muito bem estruturado” foi por água abaixo. Até a rotina mais simples, como ir ao supermercado com as crianças, foi abalada. Na primeira experiência pós separação, percebi que colocava no carrinho tudo que o ex gostava e para facilitar eu fazia toda a família gostar também e não tinha mais sentido comprar sabonete Phebo, carne seca e Ovomaltine para toda família… podíamos experimentar coisas novas. Foi nessa ocasião que conheci melhor as preferências de cada um de meus três filhos e dali em diante cada ida ao supermercado se transformou num evento!

O novo assusta e por isso muito gente prefere se acomodar na rotina, sem se permitir experimentar, viver e descobrir possibilidades seja na vida pessoal, na carreira ou nos negócios. Muita gente tem pago alto preço por não se permitir sair da rotina e ampliar suas perspectivas. Desde a época do supermercado com as crianças, até às novas experiências vividas na Irlanda, percebo que perigosa não é a rotina em si, mas a ausência do estado de presença, de estar inteiro com a sua essência e aí está o “x” da questão! Quantas vezes você já se perguntou:  para quê e por quê estou fazendo isso?

Esse simples questionamento pode fazê-lo perceber que apegado à rotina ainda faz planos com uma pessoa que já criou histórias longe de você, a carreira que imaginava ser estável corre risco, diploma deixou de ser diferencial, tem se prendido no pouco quando à sua volta há muito mais para ser, viver e ter. A crise, seja ela em que esfera fora, é sempre uma oportunidade para criar possibilidades. Conclusão: construa e quebre suas rotinas da mesma forma que troca de roupa. Crie a rotina de quebrar sua rotina e vai descobrir que essa atitude o conduzirá para muito mais perto de si mesmo e da realização dos seus sonhos.

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